Meta enterrou evidências “causais” de danos causados por redes sociais (Reuters).
Uma pesquisa interna da Meta, de 2020, revelou que “pessoas que pararam de usar o Facebook por uma semana relataram redução nos sentimentos de depressão, ansiedade, solidão e comparação social”. A pesquisa foi interrompida logo em seguida.
Se ninguém souber do problema, ele não existe. Mark aprendendo direitinho com o seu patrão Trump, que quer controlar estatísticas sobre desemprego (G1).


@dsilverz @noticias
Quando você falou das suas experiências com comunicação, imaginei que fosse bem mais velho. Só um ano mais novo que eu e nem tentei aquilo tudo. Muito bom.
Eu acho que parte desse problema que você descreveu com a Gen Al está em uma palavra que urge estar mais na boca dos professores: letramento digital. Ou seja, como usar a droga da internet.
A gente ainda não sabe como usar bem um telefone celular. Não tem como esperar que uma criança pegue um aparelho dessa potência e não vá para uma plataforma de entretenimento ver brainrot italiano. É muito sedutor.
Antigamente eu raciocinava esse problema de vício midiático nos termos de meio frio e meio quente, que vem da teoria das mídias do McLuhan, que é uma teoria de perspectiva estrutural e determinista sobre a tecnologia ("Se alguém tem contato com veículo de comunicação X, o resultado é Y). Para o McLuhan, alguns veículos são mais “viciantes” ou hipnotizantes do que outros porque requerem mais participação ou engajamento do que outros.
A descrição que esse autor faz dos efeitos da televisão dos anos 60 é idêntica àquela que se faz do telefone inteligente dos anos 2020. Hipnose, baixa capacidade de atenção, “ressaca midiática”, necessidade de “detox” de mídia etc. Idêntico.
Mas hoje vejo que o problema é não só estrutural, da forma dos meios, mas também pragmático, de uso dos meios. Com “uso” quero dizer fornecimento de materiais. Imagine que a Meta em vez de trabalhar com tecnologia, trabalhasse com culinária.
Digamos que ela venda somente cachorro quente. E as pessoas compram o cachorro quente, não porque adoram, mas porque é a única coisa que se vende barato e que é prático de comer. Que as crianças morrem aos 12 anos de infarto, não interessa, “there is no alternative”.
Da mesma forma, acho que as pessoas seguem vendo vídeo curto porque é o que há. O algoritmo de curadoria de conteúdo é onipresente e só fornece isso. É uma leitura, mas sei que é insuficiente.